Azeite virgem extra e saúde: o que a ciência diz (e o que a avó já sabia)

A avó colocava azeite em tudo — no pão, na sopa, nos legumes, até nas feridas. Ela não sabia explicar os mecanismos bioquímicos, mas sabia por experiência que o azeite fazia bem. A ciência passou os últimos 50 anos a confirmar o que as avós transmontanas já sabiam há gerações.

O que torna o azeite virgem extra saudável

O azeite virgem extra é composto maioritariamente por ácidos gordos monoinsaturados — sobretudo o ácido oleico — que são considerados das gorduras mais saudáveis que existem. Mas o que realmente distingue um bom azeite virgem extra dos restantes óleos vegetais são os seus compostos menores: os polifenóis, a vitamina E e os fitoesteróis.

São estes compostos que têm concentrado a atenção dos investigadores nas últimas décadas — e os resultados são consistentemente positivos.

Saúde cardiovascular: a evidência mais sólida

O estudo PREDIMED, um dos maiores ensaios clínicos sobre nutrição alguma vez realizados, demonstrou que uma dieta mediterrânica suplementada com azeite virgem extra reduz o risco de eventos cardiovasculares graves em cerca de 30%. Este resultado foi obtido com um azeite de alta qualidade, rico em polifenóis — exactamente o tipo de azeite que o Maria do Amparo representa.

O mecanismo é claro: os polifenóis do azeite inibem a oxidação do LDL (o chamado “mau colesterol”), reduzem a inflamação e melhoram a função endotelial. O ácido oleico contribui para aumentar o HDL (o “bom colesterol”) e reduzir os triglicéridos.

Propriedades anti-inflamatórias

O oleocantal, um polifenol presente no azeite virgem extra de qualidade, tem propriedades anti-inflamatórias semelhantes às do ibuprofeno — sem os efeitos secundários. É este composto que causa a ligeira sensação de ardor na garganta quando provas um azeite com acidez baixa e boa extracção. Longe de ser um defeito, é um sinal de qualidade e de potência anti-inflamatória.

Acidez baixa: indicador de qualidade, não de sabor suave

Existe um equívoco comum: muita gente pensa que “acidez baixa” significa sabor suave. Não é verdade. A acidez de um azeite (medida em percentagem de ácido oleico livre) é um indicador técnico do estado de conservação da azeitona no momento da extracção e da qualidade do processo produtivo.

Um azeite com 0,2% de acidez máxima — como o nosso Maria do Amparo Premium — indica azeitonas colhidas no ponto certo, processadas rapidamente e extractadas a frio. O sabor pode ser intenso e frutado — e é. A acidez baixa é um indicador de qualidade, não de ausência de carácter.

Quanto azeite por dia?

Os estudos sugerem que o consumo de 3 a 4 colheres de sopa de azeite virgem extra por dia está associado aos principais benefícios documentados. Em termos práticos: usa azeite para cozinhar, para temperar saladas, para regar o pão. Substitui outras gorduras pelo azeite sempre que possível.

A avó tinha razão. A ciência confirmou. Agora só falta escolher um azeite que esteja à altura do que o teu corpo merece.

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